Está tocando sem parar no meu iPod o álbum novo dos Los Hermanos que foi gravado ao vivo no show feito na Fundição Progresso. Dá para sentir toda a energia da banda no palco e a saudades fodida de ir num show dos caras. Porra, eles eram bons para caramba e mudaram o modo de fazer (e divulgar) música no Brasil.
Essa separação da banda (ou hiato como eles dizem) só serviu para mostrar que alí um completa o outro (no bom sentido, claro!). As guitarras, o piano e a batera em perfeita harmonia fazem com que as músicas sejam complexas e, ao mesmo tempo, gostosas de ouvir.
Tá mais que certo que eles são bem melhores juntos que separados. Vide Bruno Medina com seu blog que não acrescenta muita coisa no site do G1. Trata de assuntos irrelevantes e superficiais. Na minha opinião, ele ainda não pegou o ritmo na frente do computador e, como blogueiro, é um ótimo tecladista! Mas quem visita o blog? Fãs, lógico!!
Marcelo Dromedário Camelo está com um cd novo que arranha uma bossa nova cansativa que não chega a lugar nenhum. Muito lá lá lá para pouca coisa apresentável. Sério, se eu fosse ele, teria vergonha de lançar um cd desse tipo. Mas, como qualquer cd novo dos Los Hermanos, talvez esse tenha que passar pelo processo de adaptação auricular para ver se me acostumo com o timbre e o caminho que ele segue. Aí, no final das contas, acabo gostando e engolindo tudo o que disse!
Dá para ver que talento nato mesmo tem o vermelho Rodrigo Amarante. Um dos meus cds preferidos é o da Orquestra Imperial. Tem um cheirinho de Los Hermanos com uma pitada mais alternativa. Recomendo fortemente a compra!
Mas voltando ao assunto do CD ao vivo, ele é bom e tal, MAAAASSS considero o melhor show editado deles aquele feito no Cine Íris. Tenho o DVD e retirei o áudio das faixas para poder curtir as músicas no iPod. Nesse DVD a banda parece mais unida e sem aquele clima de despedida que se encontra no CD novo.
Ah, e só para constar, [modo fãzinho revoltado on] sou fã deles e acho que eles devem parar com essa viadice de hiato do caralho a quatro. Sejam homens e voltem, seus barbudos de merda [modo fãzinho revoltado off]
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Não sei se propositalmente (acredito que não). Mas tudo que aconteceu na vida do Los Hermanos, aconteceu como se fosse necessário acontecer para que a banda se tornasse o ícone que hoje ainda é. Cada briga em programas de TV. Cada desavença com repórteres chatos e desinformados. Cada entrevista com pinta de gurus. E a simplória maneira de se apresentar nos shows (comportamental e esteticamente). E a reviravolta musical do 1º para o 2º dusco. Até detalhes (esse sim proposital) como o das barbas.
A separação, portanto, foi uma ótima jogada. Deixou mais ainda a banda com status de fenômeno. Por isso, de certa forma, a momentânea separação foi interessante, mas que voltem. A gente agradece.
OBS: além do trabalho do Rodrigo na Orq. Imperial, informe-se também do CD que ele está lançando em parceria com o baterista dos Strokes, Fab Moretti. Chama-se Little Joy.
Abraço!
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