
A coisa toda funcionava mais ou menos assim: Meninos levam bebida e meninas comida.
E assim começava a maior esperança de se conseguir dar uns amassos para uma turminha de garotos de 11-12 anos. Pelo menos na minha cidade, era normal os ultra jovens CRUJ CRUJ CRUJ pré-adolescentes se reunirem na sexta-feira E no sábado para, ao som de Unchained Melody, tentar a sorte com alguma moçoila!
Lembro até hoje (com um sorriso no rosto, confesso) como toda a coisa se desenvolvia. Primeiro na sexta-feira durante a aula rolava bilhetinhos adoidados entre os alunos da classe. Começava na menina que ia organizar o evento (era sempre na casa das meninas) e o negócio ia se espalhando mais que merda no ventilador boato no Twitter. Em poucos minutos, toda a sala já estava convidada para comparecer ao famoso e aclamado BAILINHO. Ia todo mundo mesmo. Desde os mais POPS até os mais recatados. Parecia que cada um deixava sua panelinha para a formar um caldeirão. Caldeirão de hormônios em ebulição.
Na saída da aula todos confirmavam a presença e ficava já meio que pré-estabelecido que cada macho levaria uma garrafa de refri e cada fêmea levaria um pacote de salgadinhos. Tudo da pior qualidade, claro. Éramos mais duros que pau de tarado em noite escura, então agente gastava o troco do lanche da cantina para comprar dois litros de TUBAÍNA e as meninas um saco de FEDORITOS. Chegando no lugar, a dona da casa fornecia os copinhos plásticos e as bacias (sim, bacia… igual da sua mãe… aquela de lavar roupa) para misturar todos os salgadinhos. Nosso estômago, no final da festa, parecia feito de concreto devido a mistura de tang gaseificado e isopor com sal… INESQUECÍVEL!!
Depois de abastecer as bacias e os copinhos plásticos, era chegada a hora. A hora que separava meninos de pré-adolescentes. A hora da dança. Quando começava I Will Always Love You, diretamente da trilha sonora do filme O Guarda Costas, as luzes eram apagadas e ficávamos somente com a iluminação do restante da luz da rua e do interior da casa. Havia chegado a hora da verdade. Assim como qualquer coisa, o começo é sempre mais difícil. Até o primeiro corajoso escolher a primeira menina para dançar. Tínhamos táticas de ir em “turminha” ou “solo”. Normalmente o “solo” era aquele que já tinha algum rolinho com alguma menina, aí era só convidar para dançar e tchuns… já ia uma galerinha logo em seguida.

Ai de quem tirasse esse cd do aparelho de som. Era exumado da festa
Era interessante ver como funcionava a engrenagem hormonal dos adolescentes que alimentava os bailinhos. Primeiro você tinha que tomar AQUELA atitude de levantar a bunda da cadeira, ATRAVESSAR O SALÃO e ir em direção até a menina desejada. Estender a mão e falar “Vamdançar?!” Era difícil alguém levar um NÃO. Quando a menina não tava a fim, ela dançava uma música, com o corpo beeeem distante do menino, e depois voltava para o lugar. Mas quando ela queria dançar era mais interessante ainda. Começávamos dançando numa distância corporal razoável e, música após música, agente ia se abraçando mais. Presumo que eram preciso 4 músicas para estar no momento “enrolado quase beijando”. E, a partir da quarta música, era esse momento ad infinitum, ou até quando acabasse o bailinho.

Patrick Swayze aprendeu a dançar com agente. Éramos profissionais
Foi num bailinho que consegui dar meu primeiro beijo… e que, curiosamente, também fui o primeiro menino que esta menina beijou. Mantemos uma amizade forte até hoje e rimos quando lembramos disso tudo. Vários outros primeiros beijos de outros meninos e outras meninas foram dados naqueles bailinhos. Coisa inocente mesmo… de cada um se descobrindo aos poucos e cada vez mais. Muito diferente do que vemos hoje.
Ahhh, boas lembranças desta época, onde uma dança com uma menina que você gostava representava muita… mas MUUUITA coisa mesmo. E duvido que você, que também ia em bailinhos, quando ouve as músicas que tocavam nos seus bailinhos não expresse sequer um sorriso ou uma palpitação no coração. Comigo acontece isso e as vezes até me pego cantando uma ou outra música no chuveiro.
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Isso aí galeritcha, depois do fracasso do podcast piloto, nós repetimos a fórmula porém agora com um pouco mais de organização.
Neste episódio contamos com um convidado especial, o Daniel e claro com toda a astúcia, perspicácia e amadorismo de Doug .
Todos os vídeos que comentamos podem ser encontrados no Youtube. Filtrei até uma pesquisa esperta com o episódio mais comentado de Caverna do Dragão neste podcast. O episódio do Cemitério dos Dragões.
Espero que gostem e que comentem!! Ah, e copiando descaradamente o Grande Vaca Bit, divulguem para pelo menos 3 conhecidos ouvirem e ganhe uma homenagem especial no próximo episódio!

Ainda em tempo, aqui vai a versão zip para download!
This entry was written by , posted on 12/02/2009 at 9:04 pm, filed under podcast and tagged Caverna do Dragão, podcast. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Meu carro poderia ser esse... mas seria sorte damais
Amigolhes, vou lhes contar uma história. Uma saga, mais precisamente. Uma saga que continua até os tempos de hoje e que eu ainda não sei o final.
No outono de 2007, depois de juntar o dinheiro de 5 anos de trabalho, mesada e pequenos furtos, consegui comprar meu carro. Parcelei em bilhões de vezes no BP (Banco do Pai) e prometi ao meu gerente (meu pai) que o pagaria sem atrasos, o que ocorreu, já que não sou nenhum furão.
Minha primeira semana com o carro foi sem o carro. Como morava numa cidadezinha do interior de São Paulo, lá as coisas demoram pelo menos 17 vezes mais do que demorariam se eu estivesse numa cidade grande. Então para acertar toda a documentação foi uma novela. Primeiro arrumamos tudo o que era necessário para fazer a coisa do modo mais rápido possível e dentro da lei, claro. Porém não contávamos com a história mal resolvida entre o cara do despachante e a delegada. Provavelmente a delegada queria dar pro cara e ele, esperto como é, falou que não ficaria com homens. Com esta trama circundando todos meus documentos, a lazarenta delegada, apesar de ter tudo o que necessitava para liberar o carro, resolveu fazer a maior cu docice do universo e resolveu não fornecer a sua tão desejada assinatura nos meus documentos. Como eu morava em outra cidade, não conseguia ir até a delegacia para resolver o problema, então enviei meu melhor homem meu pai para “conversar” com a mulher. A resposta dela se baseou em “Eu posso fazer o que quiser, e agora não quero fazer porra nenhuma”. Ou seja, uma semana com o carro na garagem e eu no busão por conta de dar poder a quem tem cérebro de ameba com síndrome de Down.
Passado este perrengue, levei meu carro para São Paulo e, na semana seguinte, parado(!!!!!) num semáforo da Consolação indo em direção a uma churrascaria, senti uma coisa por trás bateram na traseira do bambino. Na verdade foi um engarrafamento. Um corsa bateu numa Van e a Van foi parar dentro do meu porta malas. E, como todos devem saber, em caso de engarrafamento, nunca se acha um culpado. O viado do cara do Corsa que ADMITIU na hora que foi ele quem começou a batida, no dia seguinte, após saber o valor da minha franquia, decidiu que ele não tinha batido. Vai ver foi a mão de Deus que resolveu empurrar a Van na direção do meu modesto tomóvi. Resolvi então não arrumar nenhum tipo de problema e acabei arcando com o prejuízo. Só que fiquei mais duas semanas sem carro e dentro do busão… NOVAMENTE, já que levei meu carro para arrumar na minha cidade sem lei.
Passado alguns meses, comecei a namorar minha atual noiva. Ela mora em Campinas e eu em Sampa. Num fim de semana fui vê-la, abasteci o carro num posto Esso lá na Marginal Tietê e peguei meu rumo em direção a Viadolândia Campinas. Cheguei aqui, curti o findi e, na hora de ir embora, meu carro não pegava. Sim, queridos leitores, fui alvo de um posto irregular e ENCHI O TANQUE com água, praticamente. A solução foi chamar um guincho e meter gasolina aditivada no pequeno espacinho de tanque vazio que eu tinha.
Depois disso, passei alguns bons meses sem nenhum perrengue, porém, como vocês podem ler aqui, bati o carro num cruzamento bem no dia do casamento da minha irmã.Sério, leiam o post que lá explica tudo com mais graça e menos desgraça. Mais umas duas semanas sem carro. E, para completar, vi que nesse meio tempo, roubaram a antena que ficava presa ao teto.
E agora, na semana passada, fui todo felizão no apartamento de minha noiva e, como lá é um lugar bem movimentado, achei que não teria problemas em deixar o carango na rua. Doce ilusão. Cortaram a porra do cabo da bateria, desligando a merda do alarme, entortaram a escrota da porta e levaram o lazarento do som e o filho da puta do step. E, para completar, fiquei extremamente feliz quando descobri que havia uma mala de roupas no porta malas…. que também levaram embora. [sarcasmo mode:off]
Fico imaginando que construiram meu carro em cima de um cemitério indígina, ou então durante o transporte dele, a cegonha tenha passado numa esquina com macumba ou no meio de uma roda de umbanda porque vai ser cagado assim lá em Brasília viu.
Depois destes episódios, estou pensando em ir dirigindo até o Vaticano para tomar um litro de água benta, mas, pensando bem, dizem por aí que “fé demais não cheira bem”.
This entry was written by , posted on 05/02/2009 at 8:28 pm, filed under merdas gerais and tagged Batida, Carro, roubo, Saga. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Um belo dia cheguei a conclusão que, para falar não é preciso pensar muito. Por estas e por outras, Doug e eu resolvemos fazer este podcast, que se tornará, logicamente, o melhor do universo.
Já aviso de antemão que se você for crente ou não tiver a mente completamente aberta a preconceitos e coisas do gênero, nem se preocupe em escutá-lo!
Links que citamos durante o programa;
– Hoje é um bom dia
– Tirinha do Explosm
– Sexo Cristão
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Quem quiser baixar o arquivo zipado, pode clicar aqui
This entry was written by , posted on 03/02/2009 at 9:46 am, filed under podcast. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.