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Como não preparar sua janta

Uia.. quase queimei o bigode!

Uia.. quase queimei o bigode!

No caminho do trabalho para casa, vim pensando no que tinha dentro de minha geladeira e se daria para matar a fome da tênia que existe dentro de mim. Na geladeira de um homem que mora sozinho podemos encontrar os seguintes ítens:

  • Cerveja;
  • Restos de Ovo de Páscoa;
  • Copa;
  • Mais cerveja.

Como a Juscelina (nome da minha tênia) não gosta de cerveja, achei melhor alimentá-la melhor hoje e dei um pulo no mercado de pulgas que tem aqui em baixo de casa. Lá encontrei três itens que preenchiam seu estoque:

  • Capelleti;
  • Molho de tomate do elefante;
  • Sabonete.

Como não havia falado palavrão na última semana, descartei o sabonete e fiquei com os dois primeiros ítens.

Cheguei em casa, água na panela, panela no fogo.

Agora uma pausa aqui para explicar como me comporto dentro de uma cozinha.

Acho a cozinha um ambiente extremamente perigoso e hostil. Facas, garfos, fogo, óleo quente e gás se misturam de uma maneira que poderia facilmente me matar sem deixar vestígio nenhum.
Apesar de ter morado sozinho por uns 6 – 7 anos, minha habilidade culinária se resume em colocar um prato para esquentar no microondas e fazer achocolatado com leite de manhã. Confesso que já fiz macarrão, mas sempre fico vigiando aquela porra de panela borbulhando achando que água com farinha são tão perigosas como pólvora e fogo.

Voltando ao post…

Botei a água para ferver e fui ligar um vinil do Chico Buarque para tocar enquanto eu fazia meu rango. Voltei e comecei a ler a latinha do molho de tomate. Lá estava escrito para colocar numa panela óleo, alho, cebola e fritar tudo. Como só tinha óleo, foi aquilo só mesmo. Botei o óleo na panela e fui abrir a latinha. Este foi o tempo do óleo magicalmente entrar em ebulição e começar a respingar na cozinha inteira. Baixei o fogo de modo desesperado e já ninjamente joguei o molho lá dentro. Respingos e mais respingos de óleo voaram na direção da minha linda face e do meu braço. Como um bom Padawan, usei a força e consegui desviar de todos os pingos, exceto os do braço, que acabaram me depilando em alguns pontos. No final, adicionei água e sal sem mais sustos.

Quando a água do macarrão ferveu, joguei os benditos lá dentro e esperei de 2 a 3 minutos tal como mandava a embalagem. Porém não medi a quantidade certa de água fazendo com que ela caisse no fogão e, tal como os Mithbusters, pude observar que água e óleo realmente não se misturam… mesmo em temperaturas escaldantes na superfície do fogão.

Macarrão pronto, joguei ele no escorredor de água e voltei ele sequinho na panela. Porém quando a anta que vos escreve foi virá-lo no prato para misturar o molho, consegui realizar a proeza de derrubar 2/3 dele dentro da pia e o outro 1/3 dele no meu braço. Se eu já tinha o braço depilado por conta do óleo quente, agora eu tinha um braço depilado e queimado. Parecia a coxa da garota de Ipanema. Só faltou o biquini.

Num ato de extrema revolta, xinguei-me de todos os palavrões possíveis que jamais escreverei aqui, pois minha mãe pode ler! E, no auge da putice, o cabeçudo idiota que vos escreve deu um chutão na parede que, provavelmente, causou algum hematoma na sola do pé, pois toda vez que piso no chão, o pé dói.

Vocês viram que eu tentei jantar! Bora tomar cerveja!!

This entry was written by ivan, posted on 22/04/2009 at 8:52 pm, filed under merdas gerais and tagged , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



O infeliz impacto Susan Boyles

Hoje apareceu nas internets um vídeo de uma senhora de quarenta e tantos anos cantando magicalmente bem, comparado ao seu layout físico e facial. Se bem que comparado ao seu layout físico e facial, até eu canto magicamente bem.

Muito bem, a tal cantora é conhecida pela alcunha de Susan Boyles e o vídeo é esse:

Agora que você perdeu alguns segundos da sua vida vendo isso, me responda uma coisa. Você chorou?? Ou melhor… você se debulhou em lágrimas e gastou um pacote de lenço descartável e, depois disso, todo o papel higiênico do seu condomínio? Não?? Pois é, nem eu!

Não sei se as vezes eu não me deixo tocar por coisas que todos os outros consideram extraordinária só para ir no contra fluxo e assim tentar analisar a coisa toda com mais frieza, fazendo com que o sentimento se perca nesse meio tempo. Mas achei isso mais um vídeo que não me trouxe nada. Nenhum sentimento. Zero.

Pessoas como a querida Rosana, o Inagaki e outros trocentos blogs e Twitters disseminaram este vídeo como a mais nova maravilha do mundo e que acabaram se afogando em lágrimas ao ver uma senhora feia cantando bonito. Porra, a Maria Bethânia está ocupando esta cadeira desde a tropicália! Cadê a novidade?

Aaaahhh, mas a Susan Boyler é uma mulher que sofreu um certo atraso mental e que só resolveu sair do armário e ir cantar agora, no auge dos seus 47 anos. Oras, azar o nosso e o dela, já que poderíamos ter ouvido sua voz há uns 25 anos atrás numa ópera qualquer. AAAAAnnnd….?

O que estou enrolando para expor aqui é o que estamos realmente impactados em ver. Pombas, a hora que eu me impressionar a ponto de chorar ao ver uma mulher feia e velha cantando bonito, vou começar a rever meus conceitos e redecorar a caverna em que vivo.

A única coisa que percebi vendo este vídeo, é a semelhança da Susan Boyler com Peter Griffin. Veja você mesmo!

petersusan

This entry was written by ivan, posted on 14/04/2009 at 8:21 pm, filed under merdas gerais and tagged , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.



Feliz dia intergalático da verdade!

verdade-mentira

Feliz dia intergalático da verdade!

O despertador tocou às 6:45. Foi o primeiro ato de verdade que ele tomou no dia e atirou o relógio na porta do armário. Dormiu por mais uma hora.

Levantou, arrumou-se e foi para a padaria. Pediu um pão na chapa e um café espresso. Logo de cara falou para o padeiro que achava seu pão mucho, mas adorava comer a rosquinha de sua mulher. O padeiro respondeu que pouco se importava com a rosquinha de sua mulher, já que ele era chegado na baguete do barista.

Saiu da padaria e foi para o trabalho. Chegou lá com duas horas de atraso e falou para o chefe que havia destruido o despertador na parede e que tinha tomado um café demorado na padaria. Disse também que pouco se importava com o atraso, já que sabia que não daria tempo dele fazer tudo o que tinha planejado naquele dia e teria que, invariavelmente, fazer hora extra, pois ele tinha que fazer todo seu trabalho e de chefe, que o achava completamente incompetente. O chefe não se preocupou com isso, já que ele sabia que seu subordinado fazia todo o trabalho enquanto ele passava horas no Youtube.

Durante o trabalho ele decidiu que não iria documentar nada. Ele sabia que ninguém lia o que ele escrevia e falou isso para o chefe. Porém nesta hora o chefe teve que discordar dele. “Oras, como vou mostrar para os meus diretores que estou trabalhando? Preciso de artefatos que comprovem que sei gerenciar meu time!”. Ele então mandou o chefe a merda e disse que fará o trabalho de má vontade e que não garante a qualidade do mesmo. O chefe concordou e disse para ele fazer mesmo assim, já que os diretores só iam ver o calhamaço de folhas e não iam ler nada.

Na hora do almoço ele decidiu ir naquele restaurante chumbrelento que sempre frequentava. Falou para garçonete que sua bunda era deliciosa e que, apesar da comida ser ruim, alguma coisa ainda fazia abrir seu apetite. Provavelmente seu decote.

Voltando do almoço, ele falou para o chefe que estava com sono e iria para casa dormir. Foi demitido. O chefe poderia aturar tudo. Até uma dor de barriga. Mas não trabalhar por causa de sono já era demais.

Foi para casa e dormiu até anoitecer. Quando anoiteceu foi encontrar com seu casinho de duas semanas. Falou que estava com ela somente pelo sexo e que era melhor conversar com uma berinjela do que trocar duas palavras com sua pessoa. Ela disse que não estava interessada no sexo nem no seu papo. Ela estava interessada naquela herança gorda que sua tia avó havia deixado para ele.

Os dois foram para o motel e transaram. Ela perguntou se havia sido bom. Ele disse que não. Ela disse que havia sido uma das melhores transas de sua vida.

Que pena, já era meia-noite e um.

This entry was written by ivan, posted on 02/04/2009 at 9:00 pm, filed under merdas gerais and tagged , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.