Quando mudei de São Paulo para Bambinas Campinas, achei que estaria fugindo daquele trânsito maléfico e onipresente que todo paulistano enfrenta naquela roleta-russa que costumam chamar de rotina. Sabe aquela coisa motoboy-style de quebrar o espelho retrovisor com o pé enquanto ouve os grandes sucessos paraenses no volume meu-vizinho-é-surdo-puta-sorte-!? Então, isto também existe aqui pelas bandas da Viadolândia.

Só to tirando aquela pestana depois do almoço, mano!
Veja bem, não é que eu seja um puuuuta piloto do naipe Evel Knievel, mas existem regras básicas que todo mundo que tirou a carteira de habilitação de forma legal tem a obrigação de saber. Ah, e usar o bom senso em algumas coisas também vale! É, digamos, um PLUS A MAIS usar o bom senso no trânsito. Tipo manual de boa convivência.
Aqui nas Pelotas do Norte, existem leis próprias que regem o espaço-tempo do trânsito e das pessoas que andam em suas avenidas. Aqui, meus amigos, é pior que a ilha de Lost. Déjà Vus e Flash Forwards passam a corriqueiramente pelo parabrisas do carro fazendo com que você fique com aquela cara de “Cuméquié?”.

Heeeeeiiiinnnn??? Cuméquié?
Explico-lhes:
Garanto que em mais nenhuma cidade da Via Láctea possui a lei que, depois das 19 horas, você é incentivado a NÃO parar no farol vermelho. Esta lei foi baseada na premissa de que se você não parar no farol, tem menos chances de ser assaltado. O raciocínio segue a premissa que é melhor que eu me foda num acidente catastrófico onde possa perder a vida do que perder somente o carro que está no seguro? Acho que isto reflete um pouco o perfil de alguns bambineiros campineiros onde o “o que tenho” é vale mais do que “o que sou“. Algo do tipo: “Aaaahhh… tudo bem eu ficar preso na lataria do meu carro, mas, MEU SOM COM DVD SER ROUBADO??? AAAAAHH, COM ISSO EU NÃO POSSO CONVIVER!!”
Já que estamos falando de cada um ter sua própria lei, existe outra que os bambineiros insistem em tentar quebrar. A lei de que dois corpos não cabem no mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Imagine que você está no trânsito e seu carro está na faixa mais perto da guia da calçada. Agora imagine que um filho duma égua rampeira consegue colocar o potente Uno insulfimado dele entre você e a guia da calçada. Tipo alí no meio fio. Com isto ele acaba de violar uma lei da física criando assim o que chamo de FILA FANTASMA. Só que isto tem um preço. Já que o trânsito é caracterizado pelo excesso de carro num mesmo lugar, com esta Fila Fantasma o caos fica um pouco maior fazendo que quando era para o trânsito fluir, você tenha que esperar mais um pouco os “fantasmas” se acomodarem no milimétrico espaço entre você e o meio-fio para poder seguir. E este “esperar um pouco” é exponencial a quantidade de fantasmas na fila.

Chamem os caça fantasmas!!!
Depois da criação da Fila Fantasma, o trânsito fica mais embucetado denso e, mesmo com o farol no verde (isto antes das 19h), nada anda. Mas aí sempre aparece um lazarento e dá a primeira buzinadinha. Depois um segundo… terceiro… quarto… e aí começa a Orquestra Municipal de Buzinas da Viadolândia. Composta por Unos, Gols, Vectras e BMWs, a orquestra só termina a apresentação quando o trânsito anda, pelo menos, 5 centímetros. Depois de alguns segundos, o maestro ergue a batuta e o espetáculo recomeça.
Quem já morou em São Paulo sabe que se o trânsito tá parado, não adianta nada buzinar. A coisa toda lá não vai andar. O som da buzina não vai criar um vácuo no trânsito fazendo com que todos os carros abram espaço para você passar. Só que não explicaram isso para o pessoal daqui. Deveria ter uma regra que somente sorveteiro e carro de palhaço possam buzinar no trânsito.

Atenção você da Variant Amarela... tá fora do tom!
É sabido de todos da região que, além dos viados, Campinas é a cidade com mais Playbas por metro quadrado. Sabe aquele tipinho que pega o BMW do pai e sai PAGANDO DE GATÃO com a tecneira no talo só curtindo a vibe? Aqui tem de monte! Esses filhinhos de papai possuem somente dois níveis no acelerador. O primeiro marca 8km/h e o segundo 120km/h. Quando eles não estão literalmente DESFILANDO pelas ruas campineiras cumprimentando conhecidos ou então só andando vagarosamente para ver se aquela cachorra olha para o carro e pense “Putz, esse deve ter o pau grande.. vou investir”, eles estão a 120km/h colado na bunda do seu carro e dando sinal de luz numa rua de uma mão só. Porra, se é tão fodão assim, levanta voo e passa por cima! Uma das coisas interessantes deste tipinho é que eles correm correm e correm para chegar no posto de gasolina mais próximo (isso mesmo, POSTO DE GASOLINA) e ficar bebendo na loja de conveniência. Que graça tem isso Deus do céu? Vai ver é o medo de que se acabar a cerveja, a bomba de gasolina tá logo alí.
Sabe a sua mão esquerda? Se na vida ela tem mil e uma utilidades (se você for canhoto então, nem se fala) no trânsito ela serve para exclusivamente uma coisa. Dar seta. Coisa que muita gente sabe que é preciso, mas ninguém costuma fazer. E, quando fazem, são sumariamente ignorados pelos outros motoristas. Pelo menos por aqui! Aqui acontece o fenômeno mais filhadaputesco do trânsito. Você liga a seta e um filho de chocadeira simplesmente COLA no carro da frente para você não conseguir entrar. Porra, se eu to com a merda da seta ligada, é porque eu quero entrar. Custa a vida de uma mico leão dourado deixar eu me aconchegar nos lençóis quentinhos da pista do lado com meu possante? Não né? Ah, só para constar, eu não tenho o opcional “bola de cristal” no meu carro para saber que você quer entrar com a merda da sua sucata na minha frente se você NÃO LIGAR A BOSTA DA SETA. É só dar um tapinha naquela parada de plástico que fica do lado esquerdo do volante.
E falando em mão esquerda, só para avisar, comentar aqui no blog não cai a mão não hein.. podem comentar sem medo!
This entry was written by , posted on 14/05/2009 at 1:18 pm, filed under merdas gerais, vida and tagged Campinas, Carro, trânsito, Trânsito em Campinas. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.

Onde enfiei meu violão? Cadê meus óculos? Já tomei meu remédio hoje?
Os acontecimentos abaixo ocorreram em ordem cronológica começando na quinta feira e terminando no sábado, às 02:30 da manhã:
Ouço na Rádio “Show da Rita Lee em Campinas”;
Falo com a patroa sobre o show e ela se anima;
Faço as contas, vai rolar!! \o/;
Vou até o shopping (mais precisamente ao Applebee’s) para comprar os ingressos;
Descubro que eles ainda vivem no ano de 1970 e cartões de crédito/débito ainda não são tão comuns por lá;
Vou até o banco tirar dinheiro;
Pego meu DeLorean e volto ao restaurante agora com dinheiro em punho;
Compro os ingressos e espero ao dia do show;
Dia do show… rapidamente comida-banho-carro;
Chego até a Excalibur em Campinas/Sousas às 21:50 (o show estava marcado para as 22:00);

Vejam aí.. estava marcado para as 22h
Adentro a casa de espetáculos;
Espero ouvindo uma trilha sonora colocada pelo DJ da casa… até que as músicas são boas;
Espero;
Espero;
Continuo esperando;
Opa, a trilha sonora colocada pelo DJ agora está se repetindo. Estranho… mas quem sabe ele se esqueceu de que já tocou aquela música;
Descubro que o DJ é, na verdade, um pen drive de 512MB ligado diretamente na caixa de som com, aproximadamente, 15 músicas e uma propaganda do show da Ana Carolina seguido por uma música da mesma;
Espero;
Espero;
Casa lotada e continuo esperando… trilha sonora se repete pela TERCEIRA VEZ NA NOITE;
Pessoal começa a ficar emputecido (inclusive eu) e, a cada propaganda do show da Ana Carolina ouve-se um “FDP/Sapata/Vadia/Cara de pinico”;
A cada música que se re-re-repete da trilha do DJ ChingLing (nome dado por mim), ouve-se o mesmo xingamento descrito acima com o acréscimo de “Acorda a velha nos bastidores porque eu quero ver o show hoje”;
As pernas doem assim como o calcanhar e a sola do pé que estão totalmente amortecidos por ficar duas horas parado, em pé;
Vou comprar água. Morrem mais míseros CINCO REAIS!! Não sabia que água já estava mais cara que petróleo;
Finalmente, às 00:30 o show começa;
Música, música, música…
Aparece uma japa (desconfiamos que era puta de luxo) e enfia a cabeça bem na nossa frente;
Mudamos de lugar e continuamos a curtir o show;
O show acaba lá pelas 02:00 e sinto que ele não foi muito legal por causa do atraso monstruoso para começar! Nem deu para aproveitar todas as músicas devido ao cansaço;
Saio de lá e vou para a casa dormir! FINALMENTE.
Convenhamos, se eu PAGO para um show começar na hora, o mínimo que EU aceito de atraso é meia hora. Passou disso, acho um descaso tremendo com quem está lá para assistir ao show e que baixa compra o CD e admira o artista.
E o que foi aquele preço na água hein?! Absurdamente caro e somos, praticamente obrigados a comprar naquele barzinho meia bomba, já que não pode entrar com nenhuma bebida de fora. A cara de pau é extrema e isto me revolta.
Francamente hein Dona Rita!
PS: Durante o show, tinha um bambi que ficava pedindo a música Erva Era Venenosa (ou algo como isso), quando a música tocou a biba só faltou voar. No fim do show ouvi ele(a) falando “Estou com o cu duro te tão bom que foi este show”. A expressão “cu duro” ficou na memória até hoje e permanece nas conversas/piada que tenho com a patroa.
PS: Recomendo o show pelas músicas e não pela espera. Uma dica: Vá para o show duas horas atrasado!
This entry was written by , posted on 17/11/2008 at 12:53 pm, filed under merdas gerais, musica and tagged Atraso, Campinas, Excalibur, Show Rita Lee. Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.